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Mostrando postagens de janeiro, 2011

Um Ensaio Esotérico

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O pensamento não é algo que se apaga no vazio. Poderíamos dizer, com Mallarmé, que “todo pensamento emite um lance de dados”. Ao pensarmos, nossos pensamentos se tornam centros de força, agrupam-se e criam a realidade, formam-na. Tudo depende, então, do modo como pensamos: se alimentamos pensamentos de carga positiva, elevada, a energia irradiada se plasma no mundo concreto, gerando coisas boas, mas o contrário também é verdadeiro. Os budistas, os místicos, os ocultistas, os adeptos da Cabala, os teósofos de todo o mundo conhecem esse segredo, que foi banalizado e comercializado em nosso tempo através do livro seguido do filme O Segredo. O livro budista canônico Dhammapada (O Caminho da verdade) - uma compilação da doutrina exposta por Sidarta Gautama, o Buda, aos seus discípulos -, logo no primeiro parágrafo do primeiro capítulo, afirma: “Todas as coisas são precedidas pela mente, guiadas pela mente e criadas pela mente. Tudo o que somos hoje é resultado do que temos pens...

Um blues para Bukowski

"Tenho lido os filósofos. São uns caras realmente estranhos, engraçados e loucos. Jogadores. Descartes veio e disse: é pura bobagem o que esses caras estão falando. Disse que a matemática era o modelo da verdade absoluta e óbvia. Mecanismo. Então, Hume veio com seu ataque à validade do conhecimento científico causal. E depois veio Kierkegaard: "Enfio meu dedo na existência - não tem cheiro de nada. Onde estou?. E depois veio Sartre, que sustentava que a existência é absurda. Adoro esses caras. Embalam o mundo. Será que tinham dor de cabeça por pensar dessa forma? Será que uma torrente de escuridão rugia entre seus dentes? Quando você pega homens como esses e os compara aos homens que vejo caminhando nas ruas ou comendo em cafés ou aparecendo na tela da TV, a diferença é tão grande que alguma coisa se contorce dentro de mim, me chutando as tripas" - Charles Bukowski