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Mostrando postagens de outubro, 2010

Gotan Project - Celos

Um Trabalhinho de Faculdade

Sócrates perambulava pelas ruas de Atenas, por volta do século IV a.C., interpelando os cidadãos e exigindo-lhes que definissem os termos: ”Diz-me o que é o amor, a beleza, a verdade!”, era a sua abordagem. Seu método epistemológico consistia em ir contrapondo, a cada resposta dada, outra pergunta mais percuciente, até que seu interlocutor acabasse por perceber que não sabia nada do que julgava saber. Chegando à estaca zero, aí nascia o verdadeiro saber. Era preciso que o falso conhecimento fosse abandonado e que o cidadão reconhecesse sua completa ignorância. Lógico, pois quem se acha sabedor não procurará saber mais nada. Somente quem reconhece a enorme complexidade da existência que o rodeia e se percebe insignificante pode dar lugar ao surgimento de um conhecimento despido de falsas noções. Isso evidencia o caráter aberto do seu filosofar, sempre considerado um processo, uma construção para toda a vida, nunca algo fechado, dogmático, absoluto. Em Sócrates, a totalidade do saber ja...
"As loucuras da última esbórnia devem ser sepultadas em eterno olvido a fim de abrir o máximo espaço para as loucuras da próxima" (David Hume) Vejam que Hume era um fanfarrão. Não sou eu que estou a dizer, é ele próprio, como se pode confirmar aí em cima. Os filósofos necessitam de noitadas regadas a muito álcool, Não foi à toa que Platão foi em tantos banquetes. E Sócrates? Quem não se lembra que no final do livro, cujo título em si já diz tudo, O Banquete, todos tombam, totalmente ébrios? Sócrates era tão chegado a uma taça que ao receber a taça de cicuta que o mataria sugeriu que se fizesse um brinde, ao que o carcereiro achou que não seria conveniente devido às circunstâncias. A esbórnia é, por assim dizer, a pátria de todo gênio, senão como suportar a vida? E Baudelaire? "Embriaga-te", era o seu lema. Horácio, que, como Sócrates, não era muito chegado à labuta, inventou o "carpe diem", aproveite a vida. Parece que nossos políticos levaram a séri...
À noite, andando pela rua Numa completa abstração, Eu sinto a paz que me atenua O espírito da agitação. Livre, guiado pela lua E sem o mal da solidão, Eu sinto a alma toda nua E sinto nu meu coração. E me é tanto o prazer de andar Alheio às desgraças do mundo Que eu sinto minhas pernas no ar E sinto meu ser mais profundo, E a mim que importa chegar, Se o mundo é um saco sem fundo... Vagner Rossi