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Mostrando postagens de novembro, 2011
“O fim da Filosofia revela-se como o triunfo do equipamento controlável de um mundo técnico-científico e da ordem social que lhe corresponde” “Não há dúvida que a Filosofia fala da luz da razão, mas não atenta para a clareira do ser”                               Heidegger Heidegger explicita: a metafísica esqueceu-se do ser e preocupou-se exclusivamente com o ente. O ser, em sua dimensão existencial, ficou esquecido. Quais as conseqüências desse esquecimento? Heidegger pergunta por que pensar o ente e não antes o nada? Esse nada possui uma dimensão existencial profunda. Nele está o ser esquecido. Para que esse ser se revele tem-se que se livrar de tudo o que o encobre (Heidegger chama de ídolos), aí, nesse nada o ser irrompe, ressurge. O problema é que é impossível, do ponto de vista...

Achei isto no meio dos meus textos

O filósofo inaugura um espaço que é só dele e de todos ao mesmo tempo. Não se trata propriamente de um sistema, ou estrutura, mas sim de um grande e continuo périplo partindo do pasmo até a problematização mais radical, problematização esta que por vezes se revela insolúvel. Pois é aí que o filosofar mais arguto se revela e se expande, no insolúvel. Estar diante do insolúvel é um incansável xadrez da mente que aguarda o xeque-mate que nunca virá, pois a procura é o filosofar. O insolúvel é o imperativo absoluto do filosofar, é a mola propulsora dos mecanismos aéreos do pensar, pensar que é giratório, que vibra no éter, mas cuja vibração produz abalos sísmicos. O filósofo é aquele que mira o nada no meio do oceano, lança seu olhar perscrutador ao redor e, ao fazê-lo, torna-se farol para todos os náufragos da aventura da existência humana. Ele não ostenta por aí os trajes desbotados do dia-a-dia e seu ramerrão anulador, seu rol de ocupações mecânicas e estúpidas, não, ele despe sua próp...