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Mostrando postagens de 2010

Um polêmico trabalho de faculdade - defesa dos animais

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Desde os primórdios se alardeou por aí a superioridade do seres humanos sobre os animais, superioridade esta baseada num critério bastante questionável: a racionalidade. A História desmente tal critério. Ao longo dos anos, tudo o que o homem conseguiu foi promover a discórdia, insuflar conflitos mundiais, decapitar pessoas, oprimi-las. Não precisa muita veemência de minha parte para provar o que digo, os noticiários gritam aos nossos ouvidos todos os dias as conseqüências da “racionalidade” dos seres humanos, nem é preciso aqui elencar todos os horrores promovidos pelos detentores da dourada razão, basta, como eu disse, abrir qualquer livro de História Universal, está lá tudo registrado. Ao longo dos séculos os homens cometeram genocídios, guerras mundiais, ditaduras de todos os tipos, fizeram proliferar a fome, a injustiça, a desigualdade social, contribuindo para o aumento da violência urbana, da guerra civil que presenciamos todos os dias de dentro de nossas prisões de medo e...

Emily Dickinson captando Foucault no século XVIII

"Muita Loucura faz Sentido - A um Olho esclarecido - Muito Sentido - é só loucura - É a Maioria Que decide, suprema - Aceite - e você é são - Objete - é perigoso - E merece uma Algema"                    Emily Dickinson

Quirinossalmos

O pouquíssimo conhecido poeta barroco alemão Quirinus Kuhlmann "Tudo muda; tudo ama; tudo quer tudo combater. Só quem medita neste lema alcançará o saber"                               Quirinis Kuhlmann

Um Tiro para Mandelstan

"Batiúshkov não merece piedade. "Que horas são?', perguntaram-lhe uma vez, E ele só respondeu: "Eternidade."                     Mandelstan

Uma antiga microresenha (publicada no site Portal Literal)

O livro Pólen ( Novalis. Pólen. Iluminuras, São Paulo, 2001) inclui-se no movimento que ficou conhecido como fragmentista . Tal movimento filosófico se caracteriza por uma visão de mundo aberta, em processo de vir a ser, contra uma tentativa absolutizante que encontra em Hegel sua máxima expressão. Novalis, bem como outro grande autor fragmentista de seu tempo, Schlegel, adere ao estilo aforismático tal como o de Nietzsche. Assim nunca vê a vida e seus complexos como estruturas fechadas, prontas, dogmáticas, mas prefere estabelecer uma fecunda, contínua e obstinada discussão de tudo à luz libertária da dialética. Ele vê na incompletude mesmo a tradução de um saber autônomo e nunca petrificado em doutrinas. O próprio título, Pólen, já aponta para tal fragmentação, bem como o título do livro de seu contemporâneo, Schlegel, O Dialeto dos Fragmentos. Pólen é um livro moderno, pois a contemporaneidade se caracteriza exatamente por esse processo de abertura e por essa pulverização de...

The Velvet Underground - Heroin (song only)

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PARA OS APLAUSOS DO SILÊNCIO PSICOLOGIA DO ATOR Vagner Rossi REVELAÇÃO Por trás dos olhos, o claro. Por trás da lâmina, o plano. Por trás do pano, o ato. Por trás da máscara,                                                    o cara! APRESENTAÇÃO Não vos peço nem um aplauso, mais do que golpes de faca, o show terminal deste palhaço que vos fala. Podeis rir, ou, talvez, franzir vossos semblantes, no final eu peço bis, e que a vaia se levante! Saltimbanco do teatro, ator, mas sem máscara, morro no primeiro ato, me dispo neste palco, agora feito de fato, onde o real representa o seu fictício diário. Sou falso, mas me faço sempre de engraçadinho por pura falta de graça. Eu sou o personagem. Se me atirarde...

Aníbal Machado

"A imagem poética, em súbita aparição, já vem com os ritmos orgânicos que a prendem a todo o sistema do Universo"

Eucanaã Ferraz

O poema perfeito, por sê-lo, silenciaria.

Marianne Moore

POESIA Também não gosto. Lendo-a, no entanto, com total desprezo, a gente acaba descobrindo nela, afinal de contas, um lugar para o genuíno.

A André Gide

Muitas coisas já foram ditas e as que não foram expressaram seu silêncio.             Vagner Rossi

Lauryn Hill Zion

Uivos escolhidos de Ginsberg

"Eu vi os expoentes de minha geração destruídos pela loucura,   morrendo de fome, histéricos, nus, arrastando-se pelas ruas do bairro negro de madrugada em busca   de uma dose violenta de qualquer coisa, "hipsters" com cabeça de anjo ansiando pelo antigo contato   celestial com o dínamo estrelado da maquinaria da noite, que pobres, esfarrapados e olheiras fundas, viajaram fumando sentados na sobrenatural escuridão dos miseráveis apartamentos sem água quente, flutuando sobre os tetos das cidades contemplando  jazz, que desnudaram seus cérebros ao céu sob o Elevado e viram anjos maometanos cambaleando iluminados nos telhados das casas de cômodos, que passaram por universidades com os olhos frios e radiantes alucinando Arkansas e tragédias à luz de William Blake entre os estudiosos da guerra, que foram expulsos das universidades por serem loucos e publi- carem odes obscenas nas janelas do crânio, que se refugiaram em quartos de paredes d...

Mário Chamie

Sou Chamie, venho de Damasco. Franco-egípcio é o meu passado. Sírio sou helenizado. De Damasco ao meu legado, sou católico e islâmico, copta apostólico catequizado. No pórtico mediterrânico, sou ático e arábico. Vou contra o deserto de desafetos contrários. Sem custo nem preço que se meça, em nome de meu gênio atlântico e adriático, desprezo a cabeça e a sentença de meus adversários, adversos e vicários. Sou Chamie, Mário. Franco-egípcio é o meu passado. Por onde entro, venho de Damasco pela porta do apóstolo Paulo. Sírio sou helenizado. Venho de Damasco, por onde saio.

Carlos Ávila

"DUVIDAR DE TUDO este raro privilégio pode ser seu"

Leminski

"Alvorada   alvoroço        troco minha alma por um almoço"

Mário Quintana

Um bom poema é aquele que nos dá a impressão de que está lendo a gente ... e não a gente a ele!                           Mario Quintana - A vaca e o hipogrifo

Uma Frase de Chateaubriand

"Escritor original não é o que não imita alguém, mas sim aquele que ninguém pode imitar"                                                              Chateaubriand   

Gotan Project - Celos

Um Trabalhinho de Faculdade

Sócrates perambulava pelas ruas de Atenas, por volta do século IV a.C., interpelando os cidadãos e exigindo-lhes que definissem os termos: ”Diz-me o que é o amor, a beleza, a verdade!”, era a sua abordagem. Seu método epistemológico consistia em ir contrapondo, a cada resposta dada, outra pergunta mais percuciente, até que seu interlocutor acabasse por perceber que não sabia nada do que julgava saber. Chegando à estaca zero, aí nascia o verdadeiro saber. Era preciso que o falso conhecimento fosse abandonado e que o cidadão reconhecesse sua completa ignorância. Lógico, pois quem se acha sabedor não procurará saber mais nada. Somente quem reconhece a enorme complexidade da existência que o rodeia e se percebe insignificante pode dar lugar ao surgimento de um conhecimento despido de falsas noções. Isso evidencia o caráter aberto do seu filosofar, sempre considerado um processo, uma construção para toda a vida, nunca algo fechado, dogmático, absoluto. Em Sócrates, a totalidade do saber ja...