Verbos Transgressores - um breve ensaio sobre Rimbaud e outros malditos
Rimbaud representa um marco na
história de literatura. Com ele dá-se uma quebra total de perspectiva
literária, os padrões são rompidos e instauram-se novos, que irão nortear a
poesia moderna e de vanguarda. Antes dele a literatura encontrava-se atrelada a
uma concepção de belo que remonta aos padrões greco-romanos, às belas-letras.
Se se perguntasse a alguém da antiguidade como definir a literatura, ele diria
que se tratava da arte do belo através das palavras. Mas em Rimbaud esse padrão
se rompe definitivamente. Ele se insurge contra um modelo de poesia formalista,
modelo esse engessado e apoiado por uma plêiade de poetas conservadores que
dominava o painel na França do seu tempo (1854-1891), notadamente o
parnasianismo, vigente então. Detecto essa ruptura em sua obra máxima, Uma
Temporada no Inferno, de 1873. No primeiro poema desse livro, verdadeiro
divisor de águas na história da poesia, lemos um trecho bastante significativo.
O poeta relembra o passado:
“Outrora, se bem me lembro, minha vida
era um festim onde se abriam todos os corações, onde todos os vinhos corriam”
(RIMBAUD, 1993, p.45).
(RIMBAUD, 1993, p.45).
Em seguida dá-se um verso que
viria a mudar a história da poesia no mundo. O poeta exclama:
“Uma noite, sentei a Beleza nos meus joelhos. - E
achei-a amarga. - E injuriei-a”
(Idem).
(Idem).
Aí está o momento crucial dessa
mudança. O poeta amaldiçoa o belo, o injuria. Até então o belo coroava qualquer
forma de arte. Agora era banido de vez. A beleza era amarga, tinha que ser
destronada.
Não é à toa que, em trechos
posteriores, ele afirma:
“E a primavera me trouxe o pavoroso riso do idiota”
(Idem).
(Idem).
Vê-se aí a oposição entre a
beleza e o pavoroso. A partir desse momento a poesia busca outros caminhos, que
o poeta já cantara em seu famosíssimo Barco Bêbado. Nesse magnífico poema,
varado, como diz seu tradutor, o poeta Augusto de Campos, por um “sopro cósmico
e premonitório”, Rimbaud declara sua total independência em relação aos modelos
ultrapassados:
“Quando eu atravessava os rios impassíveis,
Senti-me libertar dos meus rebocadores.
Cruéis peles-vermelhas com uivos terríveis
os espetaram nus em postes multicores”
(RIMBAUD, 1992, P.29).
(RIMBAUD, 1992, P.29).
Aí o poeta viaja em busca de
novos rumos, de novas praias poéticas, de novas linguagens, de sua alquimia
verbal.
Em outra parte têm-se as visões
místicas, os arroubos sobrenaturais:
“Conheço os céus crivados de clarões, as trombas,
Ressacas e marés: conheço o entardecer,
A Aurora em explosão como um bando de pombas,
E algumas vezes vi o que o homem quis ver!
Eu vi o sol baixar, sujo de horrores místicos,
Iluminando os longos túmulos glaciais;
Como atrizes senis em palcos cabalísticos,
ondas rolando ao longe os frêmitos de umbrais!”
(RIMBAUD, 1992, P. 31).
Há versos pesados como:
“Toda lua é cruel e todo sol, engano”
(RIMBAUD, 1992, p. 35)
(RIMBAUD, 1992, p. 35)
E foi na capacidade do poeta de
inserir imagens na mente do leitor, imagens exuberantes, de alto teor
simbolista, que o crítico norte-americano Ezra Pound afirmou que Rimbaud, nesse
poema (O Barco Bêbado), era fanopaico, dentro da tríade cunhada por Pound
melopéia, logopéia e fanopéia. A primeira é a musicalidade intrínseca ao poema,
a segunda é o elemento racional que o perpassa e a última a inserção de imagens
na mente do leitor, como dito acima. Pois no fim do poema vê-se a capacidade do
poeta de suscitar tais imagens:
“Da Europa a água que eu quero é só o charco
Negro e gelado onde, ao crepúsculo violeta,
Um menino tristonho arremesse o seu barco
Trêmulo como a asa de uma borboleta”
(Idem)
(Idem)
Não há quem, lendo esses versos,
não imagine uma criança à beira-mar arremessando um barquinho às águas.
Mas é em Uma Temporada no
Inferno que se encontra outro verso bastante significativo. No final do
primeiro poema citado, ele declara:
“Já que apreciais no escritor a ausência das
faculdades descritivas ou instrutivas, destaco para vós estas poucas hediondas
folhas do meu caderno de réprobo”
(RIMBAUD, 1993, p. 46)
(RIMBAUD, 1993, p. 46)
Essa “ausência das faculdades
descritivas” seria, na poesia moderna e de vanguarda, a total abolição do
referencial, o “Livro sobre Nada” de Flaubert.
Para mim Rimbaud representa na
poesia o que Nietzsche representa na filosofia: ruptura total, não sós dos
valores estéticos como morais. No primeiro encontram-se o inconformismo, a
rebeldia, a vontade de ultrapassamento de um tipo de homem que não se sustenta
mais, o salto no vazio, o risco como liberdade, uma nova forma de fé,
exatamente como se lê no filósofo alemão.
Depois dessa ruptura a poesia
ganhou outros contornos, até hoje vigentes. Não foi à toa que o poeta francês
tornou-se objeto de estudo e admiração pelos criadores da poesia concreta no
Brasil, responsáveis pelas suas melhores traduções. À propósito do poeta,
Augusto de Campos escreve:
“Rimbaud é, sem dúvida, um dos grandes inovadores da
linguagem poética, na raiz da Modernidade”
(RIMBAUD, 1992, P. 20)
(RIMBAUD, 1992, P. 20)
De fato, poemas como o famoso
Soneto das Vogais, o próprio Barco bêbado e a prosa poética de Uma Temporada no
Inferno, precursora do surrealismo, atestam isso.
No Soneto das Vogais encontram-se
esotéricas associações somente encontradas em outro grande gênio maldito da
Europa, Charles Baudelaire (1821-1867), com seu soneto As Correspondências. Em
ambos encontra-se a idéia de que existem planos correspondentes ao nosso cujos
sinais ocultos podem ser decifrados pelos videntes, os poetas, aqueles que
conseguem ver muito além do seu tempo.
Aliás, Baudelaire é outro grande
e importantíssimo nome da poesia moderna, responsável por um livro, As Flores
do Mal, pelo qual acabou condenado por obscenidade e obrigado a pagar uma multa
de trezentos francos reduzidos depois a cinqüenta e o editor a uma multa de cem
francos, além de ser obrigado a suprimir seis poemas do livro. O filósofo
Walter Benjamim viu em Baudelaire o porta-voz da modernidade, testemunha do
contraste entre um sistema agrário e o nascente capitalismo industrial e suas
contradições sociais. Para Benjamim, Baudelaire soube como ninguém traduzir a
alma moderna. Nele o homem já não tem sua individualidade resguardada, mas se
funde numa massa homogênea e anuladora chamada povo, surgido a partir da
modernidade. O exemplo de Flanêur baudelariano revela um sujeito livre e sem
destino a vagar pelas ruas da cidade, pronto para as aventuras do espírito.
Mais moderno do que isso impossível.
Baudelaire canta, em As Flores do Mal, a
queda, a expulsão do Paraíso, o amor, mas o amor erotizado, a decadência, a
morte e a angústia de se ver em um mundo sem propósito e sem a quem recorrer,
solto em queda no abismo (podemos falar em existencialismo em Baudelaire, um
existencialismo pré-existencialismo?).
Ele canta, de forma
magnificamente maldita essa angústia:
“- Sem música ou tambor, desfila lentamente
Em minha alma uma esguia e fúnebre carreta;
Chora a Esperança, e a Angústia, atroz e prepotente,
Enterra-me no crânio uma bandeira preta”
(BAUDELAIRE, 1995, P.297).
(BAUDELAIRE, 1995, P.297).
Há nesse poeta uma sensação de
exílio e de estranhamento diante do mundo, uma vontade de transcendência das
formas cruas, desejo de unir-se ao Todo, ao Absoluto, uma visão desencantada da
vida fática, como se esta se lhe fosse imposta e anômala, características essas
que o aproximam do existencialismo.
Os seus Pequenos Poemas em Prosa
guardam pérolas da poesia legitimamente maldita. Poemas como O Mau Vidraceiro e
o belíssimo Embriaga-te vêm confirmar o que digo. Trata-se de uma prosa descontinuísta
que lançou, juntamente com Rimbaud, as sementes do Surrealismo. Basta ler, além
dos já citados, poemas como O Hemisfério numa Cabeleira e Pesadelo, no final do
qual o poeta exclama:
“O poeta enlouqueceu. A musa somente lhe envia rimas
sem sentido... Maldição!!”
(BAUDELAIRE, apud Poetas Franceses do Século XIX, 1991, P. 73)
(BAUDELAIRE, apud Poetas Franceses do Século XIX, 1991, P. 73)
Percorrendo os grandes nomes da
poesia moderna e inovadora, aqueles que levaram a linguagem às suas últimas
conseqüências, encontramos o nome de Stéphane Mallarmé (1842-1898). Seu
percurso se dá da prosa de Igitur até o ultramoderno UM LANCE DE DADOS JAMAIS
ABOLIRÁ O ACASO, obra que, segundo os teóricos da poesia concreta, é o grande
ícone da poesia inovadora, ao romper com a relação espacial e linear do verso,
explorando os espaços vazios, atomizando as palavras, pulando de uma página
para outra, enfim, anarquizando, levando a poesia ao seu máximo de libertação.
Porém, o ápice da poesia maldita
encontra expressão em um dos poetas mais ácidos da história da literatura. Seu
nome é Isidore Ducasse, conhecido como Lautréamont (1846-1870), o príncipe
negro autor da bíblia dos malditos Os Cantos de Maldoror. Nesse livro, que
levou a transgressão ao extremo, Lautréamont começa avisando ao leitor de que
não deveria seguir na leitura:
“Não convém que qualquer um leia as páginas que vêm a
seguir; somente alguns saborearão esse fruto amargo sem perigo. Por
conseguinte, alma tímida, antes de penetrar mais longe em tais extensões
inexploradas de terra, dirige teus calcanhares para trás e não para a frente.
Escuta bem o que te digo: dirige teus calcanhares para trás e não para a
frente”
(LAUTRÉAMONT, 2008, P. 73)
(LAUTRÉAMONT, 2008, P. 73)
O poeta, rompendo absolutamente
com todos os padrões, avisa ao leitor incauto de que se este estivesse à
procura da poesia segundo os cânones das belas-letras deveria recuar, pois o
que seria abordado ali não seria facilmente digerido pelas alminhas educadas
pelo gosto estético da época.
Trata-se de um poeta fortíssimo,
que desce aos abismos insondáveis da psique humana e nos mostra, como se fosse
um espelho grotesco e maldito, toda a sordidez do mundo jamais tratada pela
arte do verso. É quase uma anti-arte, no sentido temático. O conteúdo do livro
é o oposto do que normalmente era abordado pela poesia, considerado de muito
mau gosto segundo o cânone, quando, segundo este, o verso deveria lidar apenas
com questões sublimes e edificantes, louvando a musa e a Deus.
Está escrito na orelha do livro,
na tradução do poeta Claudio Willer, que Lautréamont
“...ignorou a modernidade e apontou caminhos para o
surrealismo e as vanguardas do século XX. Provocou fascinação e espanto em
autores tão diversos como Breton, Malraux, Gide, Neruda e Ungaretti. É
reconhecido como poderoso inventor, expoente dos inovadores, transgressores e
poetas malditos, assim como o foram William Blake, Baudelaire, Rimbaud e Jarry”
(LAUTRÉAMONT, 2008)
(LAUTRÉAMONT, 2008)
Já na década de 1950 aparecia um
grupo de poetas e escritores remanescentes dos malditos franceses, como eles
inovadores e como eles geniais, os assim chamados beatniks, da beat generation.
São nomes altamente significativos como Allen Ginsberg, William Burroughs, Jack
Kerouac, Gary Snayder, Neal Cassady, dentre outros. O poeta, tradutor e
estudioso da geração beat (é dele a única tradução de Allen Ginsberg no Brasil)
Claudio Willer afirma:
“Os beats inspiraram jovens a romper com o estilo de
vida convencional e a procurar novos modos de expressão. Estão na origem da
contracultura, dos hippies das décadas seguintes”
(WILLER, 2009, capa).
(WILLER, 2009, capa).
Dentre outras definições
possíveis, os beats absorveram elementos do jazz (não só dele, mas do rock -
Bob Dylan foi amigo de Ginsberg e suas músicas tornaram-se trilha sonora dos
beats), da psicanálise (junguiana e reichiana), do marxismo, do esoterismo
(sobretudo do budismo, como se vê em Jack Kerouac , o mais budista de todos, que
escreveu obras como Os Vagabundos Iluminados), do existencialismo e da poesia
subversiva e mística (William Blake era um autor bastante lido por eles, dentre
outros).
Sem dúvida alguma os beatniks
deram um novo impulso à poesia e ajudaram a restaurar a geração maldita
francesa e a prolongá-la. Em geral, eram marginais, muitas vezes habitués dos
distritos policiais dos EUA e das clínicas psiquiátricas. Viviam alheios às
convenções, em apartamentos precários, num modo de subsistência bastante
escasso. O uso de drogas como substâncias capazes de provocar uma alteração nos
modos de percepção foi o principal pressuposto dos beats. Abriu precedentes
para a contracultura. Versos como este famoso de William Blake fizeram
história:
“Se as portas
da percepção fossem limpas tudo apareceria ao homem como é: infinito.
Pois o homem confinou-se a si mesmo, até que consiga
ver todas as coisas através da estreita fenda da sua caverna”
(BLAKE, 2001, P. 43).
(BLAKE, 2001, P. 43).
O verso citado gerou discípulos
ilustres, como Aldous Huxley, autor de um livro chamado exatamente “As Portas
da Percepção”. Mas a influência de Blake não pára aí. A banda The Doors teve o
nome inspirado também no vate inglês. Sabe-se, por sua vez, que Blake escreveu
o poema O Casamento entre o Céu & o Inferno como resposta ao livro do
místico Swendenborg O Céu e o Inferno.
Um testemunho poético importante
dessa geração se encontra no longo poema de Allen Ginsberg, Uivo. Essa obra foi
lançada em 1956 e apreendida pela polícia sob acusação de obscenidade. Outros
autores beats já haviam passado por algo parecido. A obra de William Burroughs
Naked Lanch, traduzido no Brasil como Almoço Nu, também fora apreendida e
julgada. Não nos esqueçamos de que Baudelaire teve sua obra As Flores do Mal
detida e foi obrigado a suprimir alguns poemas dela integrantes. A acusação:
obscenidade.
Uivo, dedicado ao grande e
injustamente esquecido poeta beat Carl Solomon, começa de forma
arrebatadoramente confessional:
“Eu vi os expoentes da minha geração destruídos pela
loucura, morrendo de fome, histéricos, nus,
arrastando-se pelas ruas do bairro negro em busca de
uma dose violenta de qualquer coisa”
(GINSBERG, 1999, p. 79).
(GINSBERG, 1999, p. 79).
O bairro negro a que Ginsberg se
refere é o Harlem, por onde ele e outros companheiros costumavam vagar pelas
madrugadas, como ele mesmo contou em outras ocasiões.
Uivo é o testamento poético de
uma geração que lutou para romper com antigos costumes, que não abriu mão de
suas liberdades, que impôs tendências (a luta contra a homofobia e o movimento
antimanicomial, por exemplo), que, enfim, se caracterizou pela atitude
perigosamente revolucionária e foi até o fim em seus propósitos, deitando
raízes na contemporaneidade (a obra de Jack Kerouac On the Road está sendo
filmada e estreará nas telonas em breve, bem como outra obra polêmica de
Baudelaire, Paraísos Artificiais, que acabou de chegar às salas de exibição[1]). Além dos inúmeros autores citados e por
citar, no Brasil Roberto Piva talvez seja o mais insigne deles.
Dentre tantos outros autores que deveriam
aqui ser inseridos estão Jean Genet, Antonin Artaud e André Gide. São três
grandes gênios da nova geração francesa. O primeiro teve uma infância marcada
por uma família sem estrutura (Genet era filho de uma prostituta e de pai
desconhecido), tendo sido, na juventude, preso por diversas vezes, sendo
homossexual assumido. Atraiu a admiração de muitos. Consta que era amigo de
Foucault e Derrida. O segundo é autor teatral, poeta e romancista fecundo, um
outsider que guerreou através do teatro e da poesia, criador do conhecido
Teatro da Crueldade. Este se caracteriza pela rejeição das características do
teatro tradicional, bem como da racionalidade da sociedade ocidental, propondo
as bases para uma nova apreensão do mundo em níveis pré-verbais da psique,
tendo, para tanto, sido influenciado pelo surrealismo e dadaísmo (basta
lembrarmos da abolição, por esses dois movimentos, da lógica linear, entendida
como burguesa e insuficiente à decifração do mundo, pra não dizer violenta).
Artaud propunha a abolição da divisão entre palco e platéia e a adoção de
espaços insólitos, como igrejas e outros. O termo “crueldade” diz respeito às
maneiras como o teatro pode abalar as certezas do mundo ocidental. Artaud
escreveu, além de inúmeras outras obras, o magistral Van Gogh, O Suicida da
Sociedade, onde defende o artista holandês da acusação de esquizofrenia. O
terceiro era homossexual, fundador da Editora Gallimard, e suas obras possuem
um caráter transgressor irrecusável. Gide é freqüentemente comparado a
Nietzsche em sua ânsia pelo novo e seu inconformismo radical.
Um ensaio como este não tem a
intenção (impossível, de resto) de esgotar o tema, apenas palidamente se lança
como um rápido flashe focando alguns nomes significativos da literatura
marginal de todos os tempos. Sendo assim, muitos hão de ficar injustamente de
fora, pelos quais desde logo me desculpo.
Quero ressaltar aqui que a idéia
principal que norteia tal ensaio é a de que Rimbaud, com sua aversão ao belo,
propõe um novo paradigma literário, subversivo por si só, não mais focado em
conceitos tais como os de belas letras, moralista em si, mas sim vanguardista,
singrando, feito um barco ébrio de coragem e virilidade poética, os novos mares
da poesia, viagem esta que chega até os dias de hoje. Depois dele surgem os
novos expoentes, mas credito a ele o mérito por ter desbravado novos oceanos.
Continuemos a viagem!
Vagner Rossi
Bibliografia Básica
Bibliografia Básica
BAUDELAIRE, Charles. As Flores do Mal. Tradução de Ivan
Junqueira. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1985.
BLAKE, Willians; LAWRENCE, D.H. Tudo o que Vive é Sagrado. Tradução de
Mário Alves Coutinho. Belo Horizonte: Editora Crisálida, 2001.
GINSBERG, Allen. Uivo, Kaddish e outros poemas. Tradução de Claudio Willer. Porto
Alegre: Editora L&PM, 1999.
WILLER, Claudio. Geração Beat. Porto Alegre: Editora
L&PM, 2009.
LAUTRÉAMONT, Conde de. Os Cantos de Maldoror. Tradução de Claudio
Willer. São Paulo: Editora Iluminuras, 2008.
POETAS FRANCESES DO SÉCULO XIX. Tradução de José Lino Grünewald. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1991.
POETAS FRANCESES DO SÉCULO XIX. Tradução de José Lino Grünewald. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1991.
RIMBAUD, Jean-Nicolas Arthur. Uma Temporada no Inferno & Iluminações.
Tradução de Ledo Ivo. Rio de Janeiro: Editora Francisco Alves,1993.
RIMBAUD, Jean-Nicolas Arthur. Rimbaud Livre. Tradução de Augusto de
Campos. São Paulo: Editora Perspectiva, 1992.
[1]
2012, Paraísos Artificiais, de Marcos Prado. On The Road está para estrear por
aqui em data ainda não definida.
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