Participei, nesse final de semana, de uma excelente oportunidade de troca viva de idéias e experiências sobre o ato da escrita. Deu-se em uma oficina na montanhosa região do Bairro Jardim Canadá, em Nova Lima, sob a supervisão da escritora e psicóloga Tânia Cristina Dias e do teatrólogo e também escritor Carlos Renatto.

Os idealizadores da oficina Carlos Renatto e Tânia Cristina Dias


Acho inciativas como essa heróicas, não só por se tratar de um setor tão negligenciado como a cultura, mas por ser uma atitude de encontro, de troca intensa e presencial de idéias, contrariando o ofício de escrever, sempre solitário.


Troca de idéias

Tivemos oportunidade de nos conhecermos e expandirmos nossas visões sobre arte, criamos juntos como o crente comunga uma hóstia. Isso é ótimo, pois em geral os artistas, por se dedicarem a um ofício subjetivo, vivem muito para dentro, são vaidosos, suscetíveis e nutrem uma idéia supervalorizada de suas obras. Ali reescrevemos contos uns dos outros, metemos o bedelho nas obras alheias e aprendemos juntos que ninguém sabe nada, somos eternos aprendizes.

Momento de criação

A tarde esteve boa, ensolarada, agradável, banhando nossos corpos de calor humano. Começamos às catorze horas e terminamos por volta das dezoito, permanecendo um desejo de que trocas como essa se repitam. Algumas aves, talvez captando os eflúvios poéticos que dali emanavam, se achegaram de nós, tentando bicar nossos pergaminhos poéticos. Saíram voando depois, espalhando sementes de criação pra todo lado. Foi mágico.

Todos os participantes, em foto para a posteridade

Só tenho a agradecer a todos. Foi um sábado iluminado pela luz expansiva da criação artística. Rico, muito rico sem riqueza, que é o melhor tesouro, se é que me entendem. 

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