Esse negócio de amor feliz pra mim tem o mesmo valor de um conto de fadas. Como acredito totalmente no "caráter disfuncional a priori do gênero humano", tenho certeza de que amores não foram feitos para serem felizes. Se você entra numa relação esperando ser feliz, pode ter certeza de que vai se estrepar, porque a dinâmica de um relacionamento requer conflito pra uma adequação e uma possível harmonia de contrários (possível). Se você não vive isso não vai pra frente, pode acreditar. Acho mesmo que essa expectativa é que estraga tudo. Ter a total e lúcida consciência de que o sujeito é disfuncional como você, como nós, já é o primeiro passo pra uma relação minimamente sadia. Quer amor feliz? Vai ver novelas
Participei, nesse final de semana, de uma excelente oportunidade de troca viva de idéias e experiências sobre o ato da escrita. Deu-se em uma oficina na montanhosa região do Bairro Jardim Canadá, em Nova Lima, sob a supervisão da escritora e psicóloga Tânia Cristina Dias e do teatrólogo e também escritor Carlos Renatto. Os idealizadores da oficina Carlos Renatto e Tânia Cristina Dias Acho inciativas como essa heróicas, não só por se tratar de um setor tão negligenciado como a cultura, mas por ser uma atitude de encontro, de troca intensa e presencial de idéias, contrariando o ofício de escrever, sempre solitário. Troca de idéias Tivemos oportunidade de nos conhecermos e expandirmos nossas visões sobre arte, criamos juntos como o crente comunga uma hóstia. Isso é ótimo, pois em geral os artistas, por se dedicarem a um ofício subjetivo, vivem muito para dentro, são vaidosos, suscetíveis e nutrem uma idéia supervalorizada de suas obras. Ali reescrevemos conto...
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