Esse negócio de amor feliz pra mim tem o mesmo valor de um conto de fadas. Como acredito totalmente no "caráter disfuncional a priori do gênero humano", tenho certeza de que amores não foram feitos para serem felizes. Se você entra numa relação esperando ser feliz, pode ter certeza de que vai se estrepar, porque a dinâmica de um relacionamento requer conflito pra uma adequação e uma possível harmonia de contrários (possível). Se você não vive isso não vai pra frente, pode acreditar. Acho mesmo que essa expectativa é que estraga tudo. Ter a total e lúcida consciência de que o sujeito é disfuncional como você, como nós, já é o primeiro passo pra uma relação minimamente sadia. Quer amor feliz? Vai ver novelas
"As loucuras da última esbórnia devem ser sepultadas em eterno olvido a fim de abrir o máximo espaço para as loucuras da próxima" (David Hume) Vejam que Hume era um fanfarrão. Não sou eu que estou a dizer, é ele próprio, como se pode confirmar aí em cima. Os filósofos necessitam de noitadas regadas a muito álcool, Não foi à toa que Platão foi em tantos banquetes. E Sócrates? Quem não se lembra que no final do livro, cujo título em si já diz tudo, O Banquete, todos tombam, totalmente ébrios? Sócrates era tão chegado a uma taça que ao receber a taça de cicuta que o mataria sugeriu que se fizesse um brinde, ao que o carcereiro achou que não seria conveniente devido às circunstâncias. A esbórnia é, por assim dizer, a pátria de todo gênio, senão como suportar a vida? E Baudelaire? "Embriaga-te", era o seu lema. Horácio, que, como Sócrates, não era muito chegado à labuta, inventou o "carpe diem", aproveite a vida. Parece que nossos políticos levaram a séri...
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