"As loucuras da última esbórnia devem ser sepultadas em eterno olvido a fim de abrir o máximo espaço para as loucuras da próxima" (David Hume) Vejam que Hume era um fanfarrão. Não sou eu que estou a dizer, é ele próprio, como se pode confirmar aí em cima. Os filósofos necessitam de noitadas regadas a muito álcool, Não foi à toa que Platão foi em tantos banquetes. E Sócrates? Quem não se lembra que no final do livro, cujo título em si já diz tudo, O Banquete, todos tombam, totalmente ébrios? Sócrates era tão chegado a uma taça que ao receber a taça de cicuta que o mataria sugeriu que se fizesse um brinde, ao que o carcereiro achou que não seria conveniente devido às circunstâncias. A esbórnia é, por assim dizer, a pátria de todo gênio, senão como suportar a vida? E Baudelaire? "Embriaga-te", era o seu lema. Horácio, que, como Sócrates, não era muito chegado à labuta, inventou o "carpe diem", aproveite a vida. Parece que nossos políticos levaram a séri...
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Texto antigo, sempre atual : outsiders de todo o mundo, uni-vos!
A marginalização funciona como uma salvaguarda diante de uma constituição social e familiar, reflexo da primeira, degenerada. Sair fora dos trilhos, derrapar, ser peregrino, inventor do seu próprio caminho, é a cura para a homogeneização anuladora que nos ameaça. É preciso dar o grito e o salto para fora, caso contrário é-se arregimentado ilicitamente por uma ordem padronizada que obedece diretamente à orquestração de ordem fraudulenta dos setores coercitivos, dos aparelhos do Estado. Mesmo no seio da família, reprodutora dos modelos tradicionais desse Estado, protocélula dele, é necessário manter autonomia nas relações com os próximos, pois ela reproduz, além dos modelos morais e conservadores, padrões coercitivos, autoritários que servem diretamente à política oficial. O caminho melhor seria fugir, viver à margem, ir buscar a própria liberdade no âmbito da rua, se não for possível encontrar espaços alternativos, ainda que isso traga como conseqüência a brutalização e desumanização d...
Participei, nesse final de semana, de uma excelente oportunidade de troca viva de idéias e experiências sobre o ato da escrita. Deu-se em uma oficina na montanhosa região do Bairro Jardim Canadá, em Nova Lima, sob a supervisão da escritora e psicóloga Tânia Cristina Dias e do teatrólogo e também escritor Carlos Renatto. Os idealizadores da oficina Carlos Renatto e Tânia Cristina Dias Acho inciativas como essa heróicas, não só por se tratar de um setor tão negligenciado como a cultura, mas por ser uma atitude de encontro, de troca intensa e presencial de idéias, contrariando o ofício de escrever, sempre solitário. Troca de idéias Tivemos oportunidade de nos conhecermos e expandirmos nossas visões sobre arte, criamos juntos como o crente comunga uma hóstia. Isso é ótimo, pois em geral os artistas, por se dedicarem a um ofício subjetivo, vivem muito para dentro, são vaidosos, suscetíveis e nutrem uma idéia supervalorizada de suas obras. Ali reescrevemos conto...
Porra, Velvet é do caralho!
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