Eu saúdo a luta,
a batalha campal, o enfrentamento, pois outra coisa a existência não é senão
uma grande batalha física, metafísica. Saúdo os primórdios onde se travaram as
grandes e seculares guerras, os Aquiles, Heitores e Menelaus, os Páris da vida
em suas ilíadas de sangue. Saúdo cada segundo da vida, pois ele não passa de um
emblema da nossa luta contra a morte. Morremos e ressuscitamos a cada inspiração-expiração.
O próprio modelo social se constitui já como signo de luta inglória, e muitas
vezes não-inglória mas legítima, pelo poder. Sem falar naquela outra
proposição, já gasta, que aponta para aquela mais significativa guerra: a de
nós contra nós mesmos.
Participei, nesse final de semana, de uma excelente oportunidade de troca viva de idéias e experiências sobre o ato da escrita. Deu-se em uma oficina na montanhosa região do Bairro Jardim Canadá, em Nova Lima, sob a supervisão da escritora e psicóloga Tânia Cristina Dias e do teatrólogo e também escritor Carlos Renatto. Os idealizadores da oficina Carlos Renatto e Tânia Cristina Dias Acho inciativas como essa heróicas, não só por se tratar de um setor tão negligenciado como a cultura, mas por ser uma atitude de encontro, de troca intensa e presencial de idéias, contrariando o ofício de escrever, sempre solitário. Troca de idéias Tivemos oportunidade de nos conhecermos e expandirmos nossas visões sobre arte, criamos juntos como o crente comunga uma hóstia. Isso é ótimo, pois em geral os artistas, por se dedicarem a um ofício subjetivo, vivem muito para dentro, são vaidosos, suscetíveis e nutrem uma idéia supervalorizada de suas obras. Ali reescrevemos conto...
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