Eu saúdo a luta, a batalha campal, o enfrentamento, pois outra coisa a existência não é senão uma grande batalha física, metafísica. Saúdo os primórdios onde se travaram as grandes e seculares guerras, os Aquiles, Heitores e Menelaus, os Páris da vida em suas ilíadas de sangue. Saúdo cada segundo da vida, pois ele não passa de um emblema da nossa luta contra a morte. Morremos e ressuscitamos a cada inspiração-expiração. O próprio modelo social se constitui já como signo de luta inglória, e muitas vezes não-inglória mas legítima, pelo poder. Sem falar naquela outra proposição, já gasta, que aponta para aquela mais significativa guerra: a de nós contra nós mesmos.

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