Um conceito é apenas um fantasma, uma projeção débil das coisas, vago, incerto, sombra errante, oscilante. Um conceito - quando não se torna um preconceito - insufla erros epistemológicos graves na mente, produz charcos mentais onde aquele investigador não da verdade mas das verdades se refestela enquanto se esquece do que um dia foi pensado. Um conceito é como um rótulo: devemos tirá-lo primeiro, depois surge o conteúdo.

Quem pensa por conceitos não pensa, afasta-se do pensamento olhando pra ele pela lente míope de um erro cognitivo.

Em certo sentido, sou bergsoniano: prefiro o mergulho intuitivo e direto no coração das coisas, mergulho este que se dá, na grande maioria das vezes, por um viés estético, não filosófico, porque sempre preferi pensar por imagens..

Quando abandonamos o conceito abraçamos o fruto e largamos a casca, deixando de tomar um pelo outro.

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